Tudo que Amanda precisava naquele momento era que seu telefone tocasse. Do outro lado apenas uma voz característica precisando de um colo que só Amanda saberia dar. Dois medos, um de cada lado. Dois lados da mesma história. Uma única vontade. Nada acontece, e mesmo assim a noite continua perfeita. Leu, ela, no jornal que amanhã bem cedo ele chegaria, iria bater na porta. E antes que ela mesma deixasse, ele entraria. Trazendo também, dentro de uma caixa, seu coração.
Amanda queria apenas ter um problema igual aquele filme que viu no cinema, e que ela mesma mandou-o assistir. Ela sabe, ele não viu, mas explicaria o esquema a abraça, a ama, a beija. Então, a menina amada, se pergunta 'Cadê você?'
Por Amanda Conrado.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Às pérolas da minh'alma, sentindo ausência, lembranças nostálgicas.

Esquecer, deixar sair da memória, pôr de lado, desprezar deixar, largar,perder a lembrança. Para algumas pessoas esse verbo é impossível de ser conjulgado, por que simplismente elas não estão somente em nossas mentes, mas sim estão no coração.
Distância nunca foi sinônimo de esquecimento, e nem justificativa. Paro e penso como vem sendo minha vida e o meu coração sem os tais carinhos constantes, essa saudade que vem sem pedir licença e se apodera de meus membros me deixa tão... tão... fraca.
Gargalhadas, abraços, conversar, brincadeiras. Como jogar tudo num baú, trancá-lo e esquecer que ele existe?
Fecho os olhos e sou capaz de identificar o timbre de cada um, prometeram que nunca iriam me deixar... no meu coração estarão sempre aqui!
"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar..." (Saint-Exúpery)
Por Amanda Conrado.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Ela fazia muitos planos.
Ela tinha muitos sonhos, ou seria tem? Muitos destes sonhos apenas brincadeiras de criança, outros talvez, para muitos, impossíveis de se realizar; mas para ela que acredita em cada um deles, não.
Ser a aluna laureada; ser egiptóloga; ler e escrever em egípcio antigo; viajar pelo Nordeste, pelo Brasil, depois mundo; falar inglês, francês, espanhol, alemão e tantas outras línguas lhe forem possíveis; ser da Comunidade de Aliança; estar junto de Deus pra sempre; consumir-se inteiramente no intuito de que todos os jovens provem do amor de Deus; viver uma vida de radicalidade sem medo; ser uma boa pastora; não mais sentir vergonha; ser amiga de muita gente, e pessoas bem diferentes; voar; ser invisível; não mais sofrer por amor; saber falar bem em público; ter uma festa de aniversário de criança, com cama elástica, piscina de bolinha, lancheirinha e tudo mais; ter um quarto enfeitado com as mais belas borboletas; andar de patins novamente; de ter um amor tranqüilo; de saber dançar, cantar, interpretar...
“Ela fazia muitos planos”, e ao fechar os olhos sei que consegue chegar a todos eles. No mundo mágico que sempre idealizou, no seu mundo. Dentro dela, da sua essência, dos mais belos sentimentos e sofrimentos. Das suas fugas, este misto de prazer e agonia, realidade e fantasia. Misto dela mesma e seu eu-lírico.
Por Amanda Conrado.
[Texto curto, simples e mais ou menos claro]
Ser a aluna laureada; ser egiptóloga; ler e escrever em egípcio antigo; viajar pelo Nordeste, pelo Brasil, depois mundo; falar inglês, francês, espanhol, alemão e tantas outras línguas lhe forem possíveis; ser da Comunidade de Aliança; estar junto de Deus pra sempre; consumir-se inteiramente no intuito de que todos os jovens provem do amor de Deus; viver uma vida de radicalidade sem medo; ser uma boa pastora; não mais sentir vergonha; ser amiga de muita gente, e pessoas bem diferentes; voar; ser invisível; não mais sofrer por amor; saber falar bem em público; ter uma festa de aniversário de criança, com cama elástica, piscina de bolinha, lancheirinha e tudo mais; ter um quarto enfeitado com as mais belas borboletas; andar de patins novamente; de ter um amor tranqüilo; de saber dançar, cantar, interpretar...
“Ela fazia muitos planos”, e ao fechar os olhos sei que consegue chegar a todos eles. No mundo mágico que sempre idealizou, no seu mundo. Dentro dela, da sua essência, dos mais belos sentimentos e sofrimentos. Das suas fugas, este misto de prazer e agonia, realidade e fantasia. Misto dela mesma e seu eu-lírico.
Por Amanda Conrado.
[Texto curto, simples e mais ou menos claro]
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Nada.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Presente de aniversário [27.08.09]

~Eu não sou muito de colocar textos que não são de minha autoria aqui no blog, mas este me foi presenteado por alguém que me é especial demais.
Obrigada por ser quem tu és, Reika.
Encontros, olhares, constelações (À Amanda Conrado)
Bom seria se todos os nossos encontros durassem a eternidade. Um amigo me disse que o fim é sempre melhor que o começo. Discordo. Melhor mesmo seria que as coisas não tivessem fim, recomeçar todos os instantes sem precisar terminar e que o amor jamais se findasse. É contraditório... feliz é quem sabe compreender. A vida talvez não seja nada além disso: ter amor como objetivo nunca e sempre alcançado. Nunca, para que não nos contentássemos em amar como já amamos e desejássemos amar sempre mais, vivendo numa constante busca. Sempre, para sentirmos a vida pulsar em nós. Só o amor nos permite perceber o imperceptível.
Com ela, fiz laços. Duas pontas distintas que, se cruzando, tornam-se uma só. Eu não sabia que a menina combinaria o seu All Star preto com o meu de flores azuis. E caminharíamos juntas vida afora. Tantos caminhos de constelações foram pensados. A cada passo, uma estrela nova se acendia. E saíamos por aí, brincando de enfeitar o mundo com estrelas.
O que fazemos dos nossos encontros? De vidas que se cruzam sem que percebamos? Quem me dera ter a alma pueril, repleta de sonhos de amor. Poderia, então, ver com os olhos de quem descobre a cada instante. Provaria pela primeira vez o gosto da chuva, do mar, o perfume dos jasmins, a cor dos lírios do campo; veria em cada encontro uma ponta de um laço. Quantos olhares se cruzam no cotidiano sem que as vidas se cruzem também?
Mia Couto sabia disso e disse: "No arremesso certeiro, vai sempre um pouco de quem dispara”. Quantas vidas, hoje, carregam as nossas? E quantos olhares revelam os nossos? Na próxima esquina, talvez haja alguém com um pouco de ti. Lembre-se disso quando olhar alguém nos olhos.
Hoje, parte de mim, completa 19 anos. Presentear-lhe-ei com minha própria vida, com todo o amor com que me cabe amá-la. E, amo-a, hoje, porque um dia fitei-a nos olhos e sorri. Amo-a, hoje, sabendo que é nunca e sempre. Nunca, porque não basta. Sempre, porque... Sempre, porque... Creio que não preciso dizer mais nada.
Bom seria se todos os nossos encontros durassem a eternidade. Um amigo me disse que o fim é sempre melhor que o começo. Discordo. Melhor mesmo seria que as coisas não tivessem fim, recomeçar todos os instantes sem precisar terminar e que o amor jamais se findasse. É contraditório... feliz é quem sabe compreender. A vida talvez não seja nada além disso: ter amor como objetivo nunca e sempre alcançado. Nunca, para que não nos contentássemos em amar como já amamos e desejássemos amar sempre mais, vivendo numa constante busca. Sempre, para sentirmos a vida pulsar em nós. Só o amor nos permite perceber o imperceptível.
Com ela, fiz laços. Duas pontas distintas que, se cruzando, tornam-se uma só. Eu não sabia que a menina combinaria o seu All Star preto com o meu de flores azuis. E caminharíamos juntas vida afora. Tantos caminhos de constelações foram pensados. A cada passo, uma estrela nova se acendia. E saíamos por aí, brincando de enfeitar o mundo com estrelas.
O que fazemos dos nossos encontros? De vidas que se cruzam sem que percebamos? Quem me dera ter a alma pueril, repleta de sonhos de amor. Poderia, então, ver com os olhos de quem descobre a cada instante. Provaria pela primeira vez o gosto da chuva, do mar, o perfume dos jasmins, a cor dos lírios do campo; veria em cada encontro uma ponta de um laço. Quantos olhares se cruzam no cotidiano sem que as vidas se cruzem também?
Mia Couto sabia disso e disse: "No arremesso certeiro, vai sempre um pouco de quem dispara”. Quantas vidas, hoje, carregam as nossas? E quantos olhares revelam os nossos? Na próxima esquina, talvez haja alguém com um pouco de ti. Lembre-se disso quando olhar alguém nos olhos.
Hoje, parte de mim, completa 19 anos. Presentear-lhe-ei com minha própria vida, com todo o amor com que me cabe amá-la. E, amo-a, hoje, porque um dia fitei-a nos olhos e sorri. Amo-a, hoje, sabendo que é nunca e sempre. Nunca, porque não basta. Sempre, porque... Sempre, porque... Creio que não preciso dizer mais nada.
Por Reika Gabrielle.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
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