quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Nada.


Nada para constar, para justificar, para declarar. Acho que ultimamente minha cabeça tem andado meio longe demais e expor essas tantas viagens seria um tanto quanto... ahh, sei lá!
- RECONSTRUÇÃO. Afinal, vivemos num ciclo sem fim.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Presente de aniversário [27.08.09]


~Eu não sou muito de colocar textos que não são de minha autoria aqui no blog, mas este me foi presenteado por alguém que me é especial demais.
Obrigada por ser quem tu és, Reika.




Encontros, olhares, constelações (À Amanda Conrado)

Bom seria se todos os nossos encontros durassem a eternidade. Um amigo me disse que o fim é sempre melhor que o começo. Discordo. Melhor mesmo seria que as coisas não tivessem fim, recomeçar todos os instantes sem precisar terminar e que o amor jamais se findasse. É contraditório... feliz é quem sabe compreender. A vida talvez não seja nada além disso: ter amor como objetivo nunca e sempre alcançado. Nunca, para que não nos contentássemos em amar como já amamos e desejássemos amar sempre mais, vivendo numa constante busca. Sempre, para sentirmos a vida pulsar em nós. Só o amor nos permite perceber o imperceptível.
Com ela, fiz laços. Duas pontas distintas que, se cruzando, tornam-se uma só. Eu não sabia que a menina combinaria o seu All Star preto com o meu de flores azuis. E caminharíamos juntas vida afora. Tantos caminhos de constelações foram pensados. A cada passo, uma estrela nova se acendia. E saíamos por aí, brincando de enfeitar o mundo com estrelas.
O que fazemos dos nossos encontros? De vidas que se cruzam sem que percebamos? Quem me dera ter a alma pueril, repleta de sonhos de amor. Poderia, então, ver com os olhos de quem descobre a cada instante. Provaria pela primeira vez o gosto da chuva, do mar, o perfume dos jasmins, a cor dos lírios do campo; veria em cada encontro uma ponta de um laço. Quantos olhares se cruzam no cotidiano sem que as vidas se cruzem também?
Mia Couto sabia disso e disse: "No arremesso certeiro, vai sempre um pouco de quem dispara”. Quantas vidas, hoje, carregam as nossas? E quantos olhares revelam os nossos? Na próxima esquina, talvez haja alguém com um pouco de ti. Lembre-se disso quando olhar alguém nos olhos.
Hoje, parte de mim, completa 19 anos. Presentear-lhe-ei com minha própria vida, com todo o amor com que me cabe amá-la. E, amo-a, hoje, porque um dia fitei-a nos olhos e sorri. Amo-a, hoje, sabendo que é nunca e sempre. Nunca, porque não basta. Sempre, porque... Sempre, porque... Creio que não preciso dizer mais nada.


Por Reika Gabrielle.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Em construção.


Construindo fatos, memórias, conceitos, futuros. Construindo... Eu mesma.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Melodia do amor. (título de Caio Rodrigo)

Decidi não mais falar sobre amor, afinal tratar somente de uma área de mim é muito monótono, mas como não falar sobre isso se eu mesma sou toda coração, em minhas veias não mais corre sangue, mas algo tão vermelho quanto, o amor.

Sempre gostei de ser a invisível, a que ninguém reparava, a amiga fiel; por vezes isso me doeu muito, mas com o tempo a gente aprende a conviver com uma dor, ainda mais quando ela se torna constante. Mas diria que um grande amor fechou as feridas abertas devido às quedas do caminho, e eu que nem mais ligava para as antigas dores, comecei a caminhar sem medo de me mostrar, de ser o alguém que estar aqui dentro.

A vida então tratou de me pregar a maior peça de todas, para outras tão simples de se lidar, para mim um calvário na estrada em que estou inserida. No teatro da vida os holofotes trataram de se voltar todos para mim, e eu que até ontem era uma atriz coadjuvante, tratei de ser a atriz principal. Como se todas as abelhas do jardim se interasassem somente pela flor do campo do cantinho da parede...

Vi-me num momento em que eu tive que magoar muitos corações, e pode ter certeza, a dor é muito maior em mim, o coração que recebe novas chagas. Dizer ‘não’, talvez não seja tão difícil, mas quando se fala mexendo com os sentimentos de alguém, esse ‘não’ tem uma cara muito mais antipática e cruel. Em alguns despertei amores tão profundos, que mesmo que eu me afaste para sempre o amor estará nos seus corações, sentimentos que nem eu e nem eles são capazes de revelar como se permitiu, sentimentos dos quais creio não merecer e nunca ser capaz de corresponder. Sentimentos que fico honrada em ser eu, vejo esta situação como a do meu amado Dom Quixote e a amada dele, a senhora Dulcinéia, um amor idealizado, um amor que nem mesmo ela tinha noção da força; como dizem por ai, um amor platônico.

Amores assim nunca saem da nossa memória, sempre lembramos ou tentamos idealizar uma lembrança do ser a quem se ama, mas chegam outros corações que fazem-nos apaixonarmos novamente e com ainda mais intensidade. Como eu sei? Ah, já passei por isso.

Outro então, que de maneira tão simples surgiu, que foi criando raízes tão profundas, e que hoje não sei mais quem sou eu sem este amor, alguém que se configurou a mim de maneira tão linda... Um alguém que não imaginaria jamais amar assim. Uma certa pele escura que me passa uma liberdade ainda nova para este coração cansado de tanto se apaixonar.

Seria uma arte fazer amar assim? Como disse um amigo meu, se assim posso dizer, amar e ser amado é o primeiro direito de todo homem. É por isso que tudo o que estar relacionado com ele é bom, mesmo as dores, mesmo as lágrimas... do amor nada se joga fora, tudo se aproveita. Sonho, pois, alto, imagino um sorriso e posso ouvir uma voz a chamar-me. Seria doce a melodia do amor?

Por Amanda Conrado.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Por que fazer História?

“O que você quer ser quando crescer?” Durante anos essa pergunta ecoava em minha mente, e meu ser angustiado buscava a resposta. Pergunta feita na infância, mas estendida até os dias mais próximos de minha juventude. Era intensa a dúvida que latejava dentro de mim. O que quero ser quando crescer... Ora! Melhor seria se me perguntassem o que, agora, quero ser. Desde cedo tive várias paixões, umas que pareciam não ter fim, ficavam comigo primaveras inteiras. Outras, eram como estrelas cadentes, vinham e iluminavam o meu olhar, me encantavam com seus brilhos, mas não passavam de apenas segundos apaixonantes, logo me apresentava outra e a mesma euforia invadia o coração numa ilusão de ter encontrado a escolha certa.

O que quero ser? Ah! Eu quero ser juíza, dentista, cantora, atriz, astronauta, jornalista, empresária, turismóloga, motorista de caminhão, músico, modelo... eu quero ser, eu quero ser... escritora de artigos históricos, professora, arqueóloga. Historiadora. Eu quero ser grande. Encontrei o amor verdadeiro, sei que é amor por que não passa. É nela que penso o dia todo, é por ela que me apaixono, por suas memórias, relatos e encantos. É por ela que enlouqueço, choro, me desespero, e torno a me apaixonar; por que é por causa dela que consigo ver o mundo com outros olhos, em seu silêncio, na sua sutil indiferença, na sua voz a ecoar dentro da minha cabeça.

Escolhi História não pelas enormes curiosidades que ela suscita dentro de mim, embora me encantem e me inebriem, ainda seja o que nela há de superficial. Eu quis mais, quis o que ela, em mim, suscitava. Eu quis sua memória, quis seu tempo, seus destroços, seus tesouros, seus escritos, civilizações, seus por quês e suas lacunas. Então amei-a. Agora a tinha por completo, a tinha toda viva dentro de mim. Decidi unir-me a ela pela vida, decidi perder-me num mundo desconhecido, que talvez jamais o compreenda por inteiro, e, assim, consumir os meus dias na busca interminável da compreensão do mundo de respostas achadas e perdidas; o meu mundo, a História.

Por Amanda Conrado.
(baseado num texto de Reika Dantas)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Ao meu (pequeno) sorriso.

“És um anjo em verso.
Atrevo-me e atravesso pra perto do peito teu.”

Moldável. Palavra estranha para alguns, mas não para mim quando penso nela. Sento-me e fico a relembrar instantes e só o que me vem ultimamente é a luz que sua presença causa na minha vida.
Fico paralisada com a capacidade que cada um tem de se ver naqueles olhos e conseguir encontrar um pedaço de si naquele coração. É impossível não amá-la.
Misto de alegria, riso, criança, abraço, doce, brincadeira e tudo mais que o coração desejar atribuir-lhe. Inteira, parte amputada de mim que não se reconstrói. Pequena, talvez apenas no nome, mas grande em sua alma, em sua essência.
Lembro-me das borboletas, paixão minha, nossa. Perdidas, livres, simples como aqueles olhos nos momentos... confesso que especificaria como momentos de jubilo, mas por que motivo restringiria nossos lapços de convivência que foram (são) tantos? Anjo pra tantos, para mim, a que me entende, a que me é sorriso. Saudade.

Por Amanda Conrado, dedicado a Vanessa Paula.

sábado, 21 de março de 2009

Ao meu outro eu.

No começo eram apenas diferenças, ele Rock’n Roll e eu MPB. Todos aqueles cabelos que escondiam alguém que para mim não estava de todo escondido, algo naquele olhar era meu. Tão cedo assim? Não sabia explicar, mas podia sentir!

A promessa foi cumprida, e pudemos ser inteiros, não somente olhos. Mas sorrisos, abraços, palavras, corações. “Eu acho que tenho certeza daquilo que me conforma. Aquilo que quero entender (...)”. Não foi preciso entender nada, o sentimento que nascia era capaz de nos fazer entender tudo. Via naqueles olhos muito mais que um amigo, mas sim, a minha própria essência. Como duas pessoas podem ser tão parecidas? Sofrerem as mesmas dores? Serem apaixonados a mesma maneira?

Criança. Doçura. Complemento. E tantos outros adjetivos e substantivos que queira o coração elencar àquele sorriso. Objeto direto de minhas viagens ao infinito particular de mim mesma, meu eu - lírico. Serás para sempre meu amore e eu serei sua amora.

[Palavras nunca serão suficientes para transpor a hemorragia de amor, carinho e amizade que meu coração dedica a você.]

Por Amanda Conrado, dedicado a Caio Rodrigo.