domingo, 19 de junho de 2011

Sinônimos.



Dois, dobro, dobrar, dupla, duplicar, duplicata, binômio, par, pareia, conjunto, casal. AMOR!

Por Amanda Conrado

sábado, 7 de maio de 2011

Só.


É, faz um tempo que não paro pra pensar... ou melhor, faz um tempo que não deixo que minha cabeça e coração gritem um pouco.
Ultimamente a frase que tem me definido é "eu não consigo", e nada faz mudar. Nem as pessoas, nem o tempo ou até mesmo meu corpo. É difícil fazer algo diferente, sair do lugar, quando seu maior inimigo é você mesma.
E mesmo que esteja rodeada de gente, me sinto só.


"Só, sozinha!"

Por Amanda Conrado.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Crônica ao amor sem tempo.



Talvez Einstein comprove cientificamente a relatividade do tempo, ele em sua genialidade e teoremas matemáticos, coisa que os poetas e apaixonados, como ela, só sabem explicar com o coração.
Como entender quando os ponteiros do relógio insistem em contrariar a vontade desse tal coração, quando o tempo não percebe que ela precisa de muito mais, simplesmente porque o amor que ela nutre o desconhece, ou não quer se preocupar com pequenos detalhes...
Então, os minutos que, às vezes, tanto se demoram transformam-se em finas areias quando ela o olha, quando se encontram... Mas o amor dela não entende. O amor, verdadeiramente, desconhece o tempo.
Ela, ao tocá-lo, entrega a ele, sem perceber, seu tempo, apenas por sentir que vive mais com essa troca, apenas por sentir que não o perde, mas que ao doar, livremente, seu tempo, ganha o de quem se ama.
E ela, aos poucos, se reconhece nele e é capaz de reconhecê-lo entre milhares de pessoas... Pois só ela tem gravado na mente o som de quando ele sorri, a íris de seus olhos, o andar, as modulações de seu timbre, o ruído de seus passos, suas brincadeiras, sua respiração... Ela o reconheceria mesmo que tivesse passado muito tempo, o reconheceria de olhos vendados.
Finalmente, ela compreende com o coração que o amor a liberta, pois o tempo não pode dominá-la. Ela viverá o amor em sua plenitude: um amor simples e sem tempo.


Por Amanda Conrado, adaptação do texto de Reika Dantas.

sábado, 9 de outubro de 2010

Oração Pessoal.

O encontro.
Ainda estava ao longe quando pude notar o mesmo olhar e aquele sorriso, que para mim, sempre expressava "sim estamos aqui novamente". O coração que ancioso batia mais forte, e a cada andar do relógio sentia a pulsação levando sangue a todo meu corpo, nesse sangue estava parte Dele por que a medida de uma nova pulsação, um novo passoe o me sentir mais viva era incontrolavelmente maravilhoso.
Tua presença simples, constante... o mesmo eternamente, uma rotina, um encontro marcado que a tudo muadava e dava sentido. Como esconder que estou apaixonada? Aquela cara de boba não engana, ahhh e a cara Dele não é em nada diferente.
Cheiro inebriante, carinho silencioso. Pausa do mundo inteiro, de meus problemas, de toda existência, de toda a criatura; deixa apenas o coração falar. Proferir mais palavras de amor é em vão, psiu... deixa apenas o coração falar. Se abendonar naqueles braços, cabelos, olhares e sorriso. Ser inteira novamente, é somente neste encontro que me sinto assim. Somente nesta presença posso sentir cada pedacinho da confusão que sou eu mesma voltar ao seu devido lugar.
És aquele que me faz feliz, meu Deus, meu bom Jesus, meu amado!

Por Amanda Conrado.

domingo, 3 de outubro de 2010

-




Depois de tanto tempo, tô voltando! Queria escrever textos enormes, cheios de conteúdos (ou não), mas voltemos aos meus sonhos e loucuras, só são sobre eles mesmos que eu sei escrever.
Aconselharia a não perderem seu tempo, caros leitores, lendo palavras aqui transpostas, feito hemorragia, sem começo, meio e fim!


AHHH, a borboleta... sinal de mim mesma! (por isso ela está presente)

domingo, 27 de junho de 2010

Fale.


Fale, por favor, fale. Eu preciso escutar dessa tua boca, com esta voz e principalmente saído desse teu coração, o “eu amo você”. Fale uma, duas, mil vezes. Fale quantas vezes você quiser, mas não cale. Eu preciso dessa frase para me sentir viva, me sentir bem. Eu preciso desse sonho de amor para ter forças para lutar por nós. Eu preciso da tua presença constante a me observar. Eu preciso dos teus olhos a me guardar. Eu preciso do teu ‘boa noite’ para não ter pesadelo. Por isso, fale. Você não tem idéia do quanto isso cresce e floresce dentro do meu peito. Fale, com todas as letras, em todas as línguas. Fale para que eu nunca possa ter dúvidas ou medos ou lágrimas. Lágrimas. Fale e faça-as parar. Fale com todo o seu corpo, pensamento, alma e coração. Fale mesmo no silêncio, mas me faça ter certeza da tua certeza. Fale como nunca você disse a alguém antes, e como nunca ouvi antes. Fale, por favor, fale!


Por Amanda Conrado

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Diário de viagens ao sentimento.

Tudo que Amanda precisava naquele momento era que seu telefone tocasse. Do outro lado apenas uma voz característica precisando de um colo que só Amanda saberia dar. Dois medos, um de cada lado. Dois lados da mesma história. Uma única vontade. Nada acontece, e mesmo assim a noite continua perfeita. Leu, ela, no jornal que amanhã bem cedo ele chegaria, iria bater na porta. E antes que ela mesma deixasse, ele entraria. Trazendo também, dentro de uma caixa, seu coração.

Amanda queria apenas ter um problema igual aquele filme que viu no cinema, e que ela mesma mandou-o assistir. Ela sabe, ele não viu, mas explicaria o esquema a abraça, a ama, a beija. Então, a menina amada, se pergunta 'Cadê você?'


Por Amanda Conrado.

Às pérolas da minh'alma, sentindo ausência, lembranças nostálgicas.




Esquecer, deixar sair da memória, pôr de lado, desprezar deixar, largar,perder a lembrança. Para algumas pessoas esse verbo é impossível de ser conjulgado, por que simplismente elas não estão somente em nossas mentes, mas sim estão no coração.

Distância nunca foi sinônimo de esquecimento, e nem justificativa. Paro e penso como vem sendo minha vida e o meu coração sem os tais carinhos constantes, essa saudade que vem sem pedir licença e se apodera de meus membros me deixa tão... tão... fraca.

Gargalhadas, abraços, conversar, brincadeiras. Como jogar tudo num baú, trancá-lo e esquecer que ele existe?
Fecho os olhos e sou capaz de identificar o timbre de cada um, prometeram que nunca iriam me deixar... no meu coração estarão sempre aqui!



"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar..." (Saint-Exúpery)

Por Amanda Conrado.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

2010.



Voltando ao meu infinito particular.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Ela fazia muitos planos.

Ela tinha muitos sonhos, ou seria tem? Muitos destes sonhos apenas brincadeiras de criança, outros talvez, para muitos, impossíveis de se realizar; mas para ela que acredita em cada um deles, não.

Ser a aluna laureada; ser egiptóloga; ler e escrever em egípcio antigo; viajar pelo Nordeste, pelo Brasil, depois mundo; falar inglês, francês, espanhol, alemão e tantas outras línguas lhe forem possíveis; ser da Comunidade de Aliança; estar junto de Deus pra sempre; consumir-se inteiramente no intuito de que todos os jovens provem do amor de Deus; viver uma vida de radicalidade sem medo; ser uma boa pastora; não mais sentir vergonha; ser amiga de muita gente, e pessoas bem diferentes; voar; ser invisível; não mais sofrer por amor; saber falar bem em público; ter uma festa de aniversário de criança, com cama elástica, piscina de bolinha, lancheirinha e tudo mais; ter um quarto enfeitado com as mais belas borboletas; andar de patins novamente; de ter um amor tranqüilo; de saber dançar, cantar, interpretar...

“Ela fazia muitos planos”, e ao fechar os olhos sei que consegue chegar a todos eles. No mundo mágico que sempre idealizou, no seu mundo. Dentro dela, da sua essência, dos mais belos sentimentos e sofrimentos. Das suas fugas, este misto de prazer e agonia, realidade e fantasia. Misto dela mesma e seu eu-lírico.

Por Amanda Conrado.

[Texto curto, simples e mais ou menos claro]

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Nada.


Nada para constar, para justificar, para declarar. Acho que ultimamente minha cabeça tem andado meio longe demais e expor essas tantas viagens seria um tanto quanto... ahh, sei lá!
- RECONSTRUÇÃO. Afinal, vivemos num ciclo sem fim.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Presente de aniversário [27.08.09]


~Eu não sou muito de colocar textos que não são de minha autoria aqui no blog, mas este me foi presenteado por alguém que me é especial demais.
Obrigada por ser quem tu és, Reika.




Encontros, olhares, constelações (À Amanda Conrado)

Bom seria se todos os nossos encontros durassem a eternidade. Um amigo me disse que o fim é sempre melhor que o começo. Discordo. Melhor mesmo seria que as coisas não tivessem fim, recomeçar todos os instantes sem precisar terminar e que o amor jamais se findasse. É contraditório... feliz é quem sabe compreender. A vida talvez não seja nada além disso: ter amor como objetivo nunca e sempre alcançado. Nunca, para que não nos contentássemos em amar como já amamos e desejássemos amar sempre mais, vivendo numa constante busca. Sempre, para sentirmos a vida pulsar em nós. Só o amor nos permite perceber o imperceptível.
Com ela, fiz laços. Duas pontas distintas que, se cruzando, tornam-se uma só. Eu não sabia que a menina combinaria o seu All Star preto com o meu de flores azuis. E caminharíamos juntas vida afora. Tantos caminhos de constelações foram pensados. A cada passo, uma estrela nova se acendia. E saíamos por aí, brincando de enfeitar o mundo com estrelas.
O que fazemos dos nossos encontros? De vidas que se cruzam sem que percebamos? Quem me dera ter a alma pueril, repleta de sonhos de amor. Poderia, então, ver com os olhos de quem descobre a cada instante. Provaria pela primeira vez o gosto da chuva, do mar, o perfume dos jasmins, a cor dos lírios do campo; veria em cada encontro uma ponta de um laço. Quantos olhares se cruzam no cotidiano sem que as vidas se cruzem também?
Mia Couto sabia disso e disse: "No arremesso certeiro, vai sempre um pouco de quem dispara”. Quantas vidas, hoje, carregam as nossas? E quantos olhares revelam os nossos? Na próxima esquina, talvez haja alguém com um pouco de ti. Lembre-se disso quando olhar alguém nos olhos.
Hoje, parte de mim, completa 19 anos. Presentear-lhe-ei com minha própria vida, com todo o amor com que me cabe amá-la. E, amo-a, hoje, porque um dia fitei-a nos olhos e sorri. Amo-a, hoje, sabendo que é nunca e sempre. Nunca, porque não basta. Sempre, porque... Sempre, porque... Creio que não preciso dizer mais nada.


Por Reika Gabrielle.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Em construção.


Construindo fatos, memórias, conceitos, futuros. Construindo... Eu mesma.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Melodia do amor. (título de Caio Rodrigo)

Decidi não mais falar sobre amor, afinal tratar somente de uma área de mim é muito monótono, mas como não falar sobre isso se eu mesma sou toda coração, em minhas veias não mais corre sangue, mas algo tão vermelho quanto, o amor.

Sempre gostei de ser a invisível, a que ninguém reparava, a amiga fiel; por vezes isso me doeu muito, mas com o tempo a gente aprende a conviver com uma dor, ainda mais quando ela se torna constante. Mas diria que um grande amor fechou as feridas abertas devido às quedas do caminho, e eu que nem mais ligava para as antigas dores, comecei a caminhar sem medo de me mostrar, de ser o alguém que estar aqui dentro.

A vida então tratou de me pregar a maior peça de todas, para outras tão simples de se lidar, para mim um calvário na estrada em que estou inserida. No teatro da vida os holofotes trataram de se voltar todos para mim, e eu que até ontem era uma atriz coadjuvante, tratei de ser a atriz principal. Como se todas as abelhas do jardim se interasassem somente pela flor do campo do cantinho da parede...

Vi-me num momento em que eu tive que magoar muitos corações, e pode ter certeza, a dor é muito maior em mim, o coração que recebe novas chagas. Dizer ‘não’, talvez não seja tão difícil, mas quando se fala mexendo com os sentimentos de alguém, esse ‘não’ tem uma cara muito mais antipática e cruel. Em alguns despertei amores tão profundos, que mesmo que eu me afaste para sempre o amor estará nos seus corações, sentimentos que nem eu e nem eles são capazes de revelar como se permitiu, sentimentos dos quais creio não merecer e nunca ser capaz de corresponder. Sentimentos que fico honrada em ser eu, vejo esta situação como a do meu amado Dom Quixote e a amada dele, a senhora Dulcinéia, um amor idealizado, um amor que nem mesmo ela tinha noção da força; como dizem por ai, um amor platônico.

Amores assim nunca saem da nossa memória, sempre lembramos ou tentamos idealizar uma lembrança do ser a quem se ama, mas chegam outros corações que fazem-nos apaixonarmos novamente e com ainda mais intensidade. Como eu sei? Ah, já passei por isso.

Outro então, que de maneira tão simples surgiu, que foi criando raízes tão profundas, e que hoje não sei mais quem sou eu sem este amor, alguém que se configurou a mim de maneira tão linda... Um alguém que não imaginaria jamais amar assim. Uma certa pele escura que me passa uma liberdade ainda nova para este coração cansado de tanto se apaixonar.

Seria uma arte fazer amar assim? Como disse um amigo meu, se assim posso dizer, amar e ser amado é o primeiro direito de todo homem. É por isso que tudo o que estar relacionado com ele é bom, mesmo as dores, mesmo as lágrimas... do amor nada se joga fora, tudo se aproveita. Sonho, pois, alto, imagino um sorriso e posso ouvir uma voz a chamar-me. Seria doce a melodia do amor?

Por Amanda Conrado.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Por que fazer História?

“O que você quer ser quando crescer?” Durante anos essa pergunta ecoava em minha mente, e meu ser angustiado buscava a resposta. Pergunta feita na infância, mas estendida até os dias mais próximos de minha juventude. Era intensa a dúvida que latejava dentro de mim. O que quero ser quando crescer... Ora! Melhor seria se me perguntassem o que, agora, quero ser. Desde cedo tive várias paixões, umas que pareciam não ter fim, ficavam comigo primaveras inteiras. Outras, eram como estrelas cadentes, vinham e iluminavam o meu olhar, me encantavam com seus brilhos, mas não passavam de apenas segundos apaixonantes, logo me apresentava outra e a mesma euforia invadia o coração numa ilusão de ter encontrado a escolha certa.

O que quero ser? Ah! Eu quero ser juíza, dentista, cantora, atriz, astronauta, jornalista, empresária, turismóloga, motorista de caminhão, músico, modelo... eu quero ser, eu quero ser... escritora de artigos históricos, professora, arqueóloga. Historiadora. Eu quero ser grande. Encontrei o amor verdadeiro, sei que é amor por que não passa. É nela que penso o dia todo, é por ela que me apaixono, por suas memórias, relatos e encantos. É por ela que enlouqueço, choro, me desespero, e torno a me apaixonar; por que é por causa dela que consigo ver o mundo com outros olhos, em seu silêncio, na sua sutil indiferença, na sua voz a ecoar dentro da minha cabeça.

Escolhi História não pelas enormes curiosidades que ela suscita dentro de mim, embora me encantem e me inebriem, ainda seja o que nela há de superficial. Eu quis mais, quis o que ela, em mim, suscitava. Eu quis sua memória, quis seu tempo, seus destroços, seus tesouros, seus escritos, civilizações, seus por quês e suas lacunas. Então amei-a. Agora a tinha por completo, a tinha toda viva dentro de mim. Decidi unir-me a ela pela vida, decidi perder-me num mundo desconhecido, que talvez jamais o compreenda por inteiro, e, assim, consumir os meus dias na busca interminável da compreensão do mundo de respostas achadas e perdidas; o meu mundo, a História.

Por Amanda Conrado.
(baseado num texto de Reika Dantas)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Ao meu (pequeno) sorriso.

“És um anjo em verso.
Atrevo-me e atravesso pra perto do peito teu.”

Moldável. Palavra estranha para alguns, mas não para mim quando penso nela. Sento-me e fico a relembrar instantes e só o que me vem ultimamente é a luz que sua presença causa na minha vida.
Fico paralisada com a capacidade que cada um tem de se ver naqueles olhos e conseguir encontrar um pedaço de si naquele coração. É impossível não amá-la.
Misto de alegria, riso, criança, abraço, doce, brincadeira e tudo mais que o coração desejar atribuir-lhe. Inteira, parte amputada de mim que não se reconstrói. Pequena, talvez apenas no nome, mas grande em sua alma, em sua essência.
Lembro-me das borboletas, paixão minha, nossa. Perdidas, livres, simples como aqueles olhos nos momentos... confesso que especificaria como momentos de jubilo, mas por que motivo restringiria nossos lapços de convivência que foram (são) tantos? Anjo pra tantos, para mim, a que me entende, a que me é sorriso. Saudade.

Por Amanda Conrado, dedicado a Vanessa Paula.

sábado, 21 de março de 2009

Ao meu outro eu.

No começo eram apenas diferenças, ele Rock’n Roll e eu MPB. Todos aqueles cabelos que escondiam alguém que para mim não estava de todo escondido, algo naquele olhar era meu. Tão cedo assim? Não sabia explicar, mas podia sentir!

A promessa foi cumprida, e pudemos ser inteiros, não somente olhos. Mas sorrisos, abraços, palavras, corações. “Eu acho que tenho certeza daquilo que me conforma. Aquilo que quero entender (...)”. Não foi preciso entender nada, o sentimento que nascia era capaz de nos fazer entender tudo. Via naqueles olhos muito mais que um amigo, mas sim, a minha própria essência. Como duas pessoas podem ser tão parecidas? Sofrerem as mesmas dores? Serem apaixonados a mesma maneira?

Criança. Doçura. Complemento. E tantos outros adjetivos e substantivos que queira o coração elencar àquele sorriso. Objeto direto de minhas viagens ao infinito particular de mim mesma, meu eu - lírico. Serás para sempre meu amore e eu serei sua amora.

[Palavras nunca serão suficientes para transpor a hemorragia de amor, carinho e amizade que meu coração dedica a você.]

Por Amanda Conrado, dedicado a Caio Rodrigo.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Falando sobre o amor.

“Descobri que quase tudo o que já foi escrito sobre o amor é verdade. Shakespeare disse: ‘As viagens acabam em encontros de amantes’. Que pensamento extraordinário. Pessoalmente, não experimentei nada parecido, mas creio que Shakespeare experimentou. Acho que penso no amor mais do que deveria. Sempre me surpreende seu poder de alterar e definir nossas vidas. Foi Shakespeare quem também disse: ‘O amor é cego’. Agora eu sei que isso é verdade.
Para algumas pessoas, o amor desaparece inexplicavelmente. Para outras, o amor está simplesmente perdido. Mas é claro que o amor também pode ser encontrado. Mesmo que só por uma noite.
Há também outro tipo de amor. O do tipo mais cruel. Aquele que quase mata suas vítimas. Chama-se amor não-correspondido. E, nesse, sou especialista. Na maioria das histórias de amor, um se apaixona pelo outro. Mas e quanto ao resto? E as nossas histórias? Daqueles que se apaixonam sozinhos. Somos vítimas do amor que não é recíproco. Amaldiçoados pelos amados. Mal-amados. Feridos sem prioridade. Deficientes sem o melhor lugar no estacionamento. Eu sou uma dessas pessoas.”

(Texto retirado do filme: O amor não tira férias.)

Nesses dias pude assistir a esse filme, me deparar com esse texto e a realidade do amor tão simples. Objetividade. Encantei-me, porque retrata algumas de minhas idéias sobre esse sentimento. Retrata meu cotidiano, minhas histórias; acredito pois que se eu tivesse escrito não sairia tão perfeito como este. Mas não, talvez esses escritos me remetam apenas a minha idéia de amor mundano, que muitas vezes é assim que sou conduzida e me deixo acreditar, é sobre um amor maior, um amor completo, decidido, que venho partilhar.

Decisão. Ato de determinar, resolver. Sempre gostei dos significados das palavras, para que se fichem com maior vigor e não saiam de nossas mentes jamais. Pois bem, é de um amor decisão que venho falar-vos. Um amor que muito mais que o apaixonado, é aquele que ama sabendo o que ama e por isso é capaz de amar mais e melhor, porque ama por inteiro.
Essa espécie de amor é difícil e exige de nós grande perca de tempo. Perdemos nosso tempo a conhecer o outro em suas virtudes e defeitos, forças e fraquezas... descobrimos pois que nesse amor somos capazes de amar por completo, até porque conhecemos a pessoa em tudo, aprendemos a transpor barreiras e limites impostos pelo mundo, dizendo que só dá certo um sentimento quando os amantes são parecidos, que engano! Descobrimos a tranqüilidade de amar e saber que tudo sabemos, por isso a delícia de um sentimento assim.

Estou a falar aqui de um amor que ama por primeiro, sem se importar com a reciprocidade, é claro que ser amado também é maravilhoso. Só um sentimento assim é capaz de esperar o tempo que for na certeza da vontade de Deus. Um amor que não busca interesse, satisfação... um amor que só quer amar.

Depois de toda essa explanação vejo como estou sedenta de um amor assim, de ser amada com decisão. Estou cansada de amar sozinha, de ser a menina linda, inteligente, legal, mas que não dá pra namorar porque a amizade prevalece. É um amor desse jeito que estou a procurar, um amor decidido a amar o completo, quem sou, como sou e o que quero. Será esse, então, meu calvário aqui? Será isso que me levará para perto daquele que poderá me dar o amor verdadeiro e pleno?

Por Amanda Conrado.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O diário de Maria (IV) – Confidências e confissões.

(...)

A muito que não escrevo sobre nossa protagonista, mas para não deixá-los aflitos e ansiosos, descidi, pois dar-vos notícias caros leitores. Maria vive um momento de paz, uma tranqüilidade que só um amor no Amor pode proporcionar, depois de ter uma conversa com uma amiga viu que o que nutri pelo José não é algo fora de Deus, não pode ser.

A menina que sente cada vez mais seu coração enamorar-se por ele, que dia após dia procura conhecê-lo e entendê-lo. Descobriu nesse período que suas valorosas conversas com o objeto do seu amor (digo valorosas por que mesmo breves ou longas, sérias ou leves, já se tornaram pérolas preciosas de seu tesouro) a levam mais ao céu, e todo o seu ser, agora sem medo de admitir ou de estar errada, descidi amar José no que ele é, sente, reza e deseja ser.

Ela reza tacitamente e incessantemente para que Deus abra seus olhos aos sinais de sua vontade (a de Deus), como um dia Ele abriu pra que ela o visse, José. Maria que sonha com a mesma frase todos os dias, ao lembrar-se daquele rosto; Que bom que eu te encontrei, a tempos estava a te esperar.

Continua (...)
Por Amanda Conrado.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Resposta.

Oi Lucas,
Foi com grande alegria no coração que chegou em minhas mãos sua doce e singela carta. O Papai do céu fica feliz pela sua disposição e abertura de coração. Seu pai (o da terra) estava certo sobre tudo o que te dissera, peço que tu o escutes e obedeça, é o Papai (aqui do céu) que te pede.

Quero dizer-te também que sua mãe (a do céu) se felicitou muito ao ver que tu lembrastes dela, ela manda dizer-te que o ama com uma profundidade, que nem as gotas de água do mar e nem as areias da praia são capazes de se igualar. Ela diz ainda que mesmo nesse tempo em que tu achas que não sabe rezar, pare e sinta, Ela está ao teu lado a te ensinar.

Quero dizer-te ainda, filho amado, eu tenho muito orgulho de ti e sabe... tu me dás muitas alegrias.
Nunca duvides do amor que esse Pai (o do céu) te dedica, ele (o amor) é imenso. E mais um pedido: Olhe para o céu!

Amo-te com amor de eternidade!

Papai do céu.
[PS.: Dedicado à Thiago Luiz, por Deus.]